Não cabe aqui enaltecer – por superabundante – a dimensão da Companhia de Jesus, no que se toca ao seu papel e inigualável contributo cultural no âmbito do ensino e produção científica e consequente influência na vida portuguesa, verificados ao longo dos séculos, desde que entrou em Portugal e até à sua abolição, no século XVIII. Os arquivos aí estão para o demonstrar e os estudos, que vêm sendo realizados, enfatizam-no. Cabe, neste sentido, no entanto, sendo justo realçá-lo, a figura e a obra do P.e Timóteo de Oliveira.


Embora não inteiramente ignorada tem faltado a esta distinta figura o relevo que merece, da parte da historiografia, tendo em conta a alta distinção de ter sido o primeiro confessor e mestre da princesa do Brasil e futura rainha D. Maria I e das irmãs. É em virtude do balanço significativo, resultante do estudo da sua pessoa e acção, que se justifica trazê-lo à boca de cena e retirá-lo da relativa obscuridade em que jaz, fazendo-lhe merecida justiça e à sua memória.