A Ponte de Sor constituiu durante vários séculos património cativo dos Menezes, por ter entrado na posse do progenitor da família Barém (ou Baharem), um dos costados de D. Jorge Francisco de Menezes – o marido da Flor da Murta, D. Luísa Clara de Portugal – pelo casamento de António Correia Barém com D. Isabel de Castro, filha de Gonçalo Vaz de Azevedo, que sucedeu naquele senhorio, na ausência de progenitura do irmão e senhor da Ponte de Sor, D. Francisco de Azevedo, estava-se em meados do século XVI. É preciso recuar um século para ver os Azevedos à frente daquele senhorio. 

A terra era da coroa e daí acharmos menção a aforamentos que respeitam a parcelas do território, como é o caso do paul que viria a ser identificado como paul do Azevedo e até ao século XVI designado por paul das Bicouças. Sendo da coroa, a Ponte de Sor e o seu termo era governado por homens bons cujos privilégios regulavam pelos de Santarém. Daí que a alcaidaria da Ponte de Sor não apareça referida nas entradas das chancelarias régias antes do século XV e a nomeação de um alcaide-mor no tempo de D. Afonso V ter levantado os homens do concelho numa oposição que levaram sob a forma de queixa escrita perante o rei que não deixou de a atender então.[1]


[1] Estas questões emergem na documentação levantada durante esta pesquisa, mas não adiantamos a sua análise, que nos levaria a outras de índole mais complexa. Fica apenas a advertência ao leitor para melhor entendimento da matéria versada neste artigo.

 

Artigo completo em revista Raízes & Memórias,N.º 32 de Dezembro de 2015.